Alex Arruda abre o jogo

Em entrevista, ex-jogador e vice-presidente da Frente Azul do Serrano fala sobre planos, desafios e bons momentos

17/10/2017



Alex Arruda, 39 anos, educador físico, ex-jogador, vice-presidente da Frente Azul e gerente de futebol do Serrano.

 

A relação de Alex Arruda com o Serrano não é de agora. O atual gerente de Futebol iniciou suas atividades como atleta no clube quando tinha apenas dez anos de idade. O ex-atacante chegou a conquistar seis títulos nas categorias de base e, com o time principal, foi Campeão Carioca da Série B, em 1999.

 

Assumiu o cargo na diretoria a convite do jornalista Dudu Monsanto no desafio de reestruturação e volta ao futebol profissional em 2016. Naquela mesma temporada, o Leão da Serra garantiu o acesso à Série B1 do Campeonato Carioca, após oito anos fora. Em 2017, viveu altos e baixos durante os momentos de adaptação. Apesar do início difícil, viu o time disputar pela primeira vez a Copa Rio e se manter na segundona, sonhando em voltar à elite.

 

Alex também jogou nas categorias de base do Flamengo e Vasco. Atuou profissionalmente no São Cristóvão, Ferencváros e Tatabánya (HUN), Lokomotiv Sofia (BUL) e Spratzern (AUT). Depois de pendurar as chuteiras, Alex graduou-se em Educação Física. Fez cursos da KNVB (Real Confederação Holandesa de Futebol) no Brasil e na Holanda, e geriu o Esporte Clube Vera Cruz. 

 

Hoje, focado na próxima temporada, Alex Arruda abre o coração e fala sobre suas experiências e expectativas:

 

- Você pensava em voltar ao futebol profissional do Serrano após tantos anos fora?

 

Alex: O Dudu Monsanto me apresentou o projeto e depositou muita confiança em mim. Minha vida sempre foi o futebol. Por isso, me preparei para trabalhar fora do campo quando parei de jogar. Fui criado no Serrano e sempre sonhei em recolocá-lo na elite do futebol carioca. Não consegui jogando, mas espero conseguir nesta nova função.

 

- Quais são as maiores diferenças entre as séries B e C?

 

Alex: Na Série C, tínhamos o limite de idade, também não éramos tão exigidos. Já na B o nível técnico é bem mais elevado e alguns clubes investem pesado. Vimos que precisamos melhorar nesse sentido para a próxima temporada.

 

- Quais são as maiores dificuldades da gestão? 

 

Alex: A falta de um orçamento definido antes da competição é a nossa maior dificuldade. Nesses dois anos, não tivemos um orçamento definido com antecedência. A falta de recursos financeiros dificulta o nosso planejamento e ainda temos muitos problemas de estrutura.

 

- Como é a sua rotina durante as competições? 

 

Alex: Conseguimos montar um bom grupo de trabalho, isso facilita nas questões do dia a dia. A comissão técnica sempre manteve um comando firme e transparente com os atletas, o que me ajuda muito. Trabalhamos sempre com a realidade e deixamos clara a situação do clube nos dias de hoje. Acredito que por conta disso, os atletas compram nossas ideias e nos dão resultados.

 

- Qual foi o melhor momento vivido como gerente de futebol? 

 

Alex: São vários (risos). Mas posso destacar dois: o acesso à Série B1, é claro, e também a nossa arrancada na Taça Corcovado, neste ano. Terminamos o primeiro turno em penúltimo lugar, e muitos queriam mudanças radicais. Conseguimos encontrar soluções internamente e chegamos a liderar o grupo B por várias rodadas.

 

- Quais são as suas expectativas para a próxima temporada? 

 

Alex: Nosso primeiro passo é conseguir parceiros e definir o orçamento com antecedência. Acredito que tendo apoio conseguiremos montar um elenco forte para buscar o acesso. 2018 promete.